Reajuste do mínimo fica aquém da realidade
O valor representa um aumento estimado de 5,92% em relação ao piso atual, de R$ 1.621,00 e ainda pode ser revisado até a definição final, no fim de 2026
Por Caio Ribeiro
O governo federal propôs salário mínimo de R$ 1.717,00 para 2027, conforme previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado ao Congresso. O valor representa um aumento estimado de 5,92% em relação ao piso atual, de R$ 1.621,00 e ainda pode ser revisado até a definição final, no fim de 2026
O reajuste segue a política que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de anos anteriores, com limite de ganho real imposto pelo arcabouço fiscal. Na prática, isto significa que o aumento do salário mínimo continua condicionado às regras de controle de gastos, o que restringe avanços mais significativos para os trabalhadores.
Além de impactar diretamente milhões de trabalhadores, o salário mínimo serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, ampliando o alcance da medida em toda a economia. Qualquer reajuste, portanto, tem efeitos diretos sobre a renda e o poder de compra da população, especialmente entre os mais pobres.
A proposta evidencia o desafio de conciliar responsabilidade fiscal com a necessidade de recompor o poder de compra da população. Mesmo com reajuste acima da inflação, o valor ainda é visto como insuficiente para cobrir o custo de vida, mantendo o debate sobre a efetiva valorização do salário mínimo no centro da agenda econômica.


