Candidatas negras enfrentam violência política nas redes
As agressões incluem ameaças, campanhas de desinformação, ataques à reputação e discursos de ódio, que comprometem a participação política e afetam a democracia.
Por Caio Ribeiro
A violência política digital tem atingido de forma desproporcional candidatas negras nas eleições brasileiras. Levantamento do Instituto Marielle Franco identificou 77 casos de ataques virtuais contra mulheres negras, LBTQIA+, periféricas e defensoras de direitos humanos entre 2021 e 2025, evidenciando um padrão de intimidação e tentativa de silenciamento.
As agressões incluem ameaças, campanhas de desinformação, ataques à reputação e discursos de ódio, que comprometem a participação política e afetam a democracia. A pesquisa aponta que o ambiente digital tem sido utilizado para afastar mulheres negras dos espaços de poder e desencorajar novas candidaturas.
Além de mapear os casos, o estudo apresenta recomendações para órgãos públicos, partidos políticos, plataformas digitais e sociedade civil, com o objetivo de fortalecer mecanismos de prevenção, acolhimento e responsabilização diante da violência política de gênero e raça.
Especialistas alertam que combater a violência política digital é fundamental para garantir eleições mais democráticas e ampliar a representação de mulheres negras nos espaços de decisão. O enfrentamento exige ações coordenadas para assegurar que todas as pessoas possam exercer seus direitos políticos sem intimidação ou discriminação.


