Vale-refeição já não cobre o mês

O valor médio depositado pelas empresas não acompanha a inflação. Enquanto o custo médio de uma refeição supera os R$ 50, o benefício diário gira em torno de R$ 22, o que obriga milhares de trabalhadores a complementar as despesas com recursos do próprio salário.

Por Caio Ribeiro

O vale-refeição está cada vez mais distante da realidade dos trabalhadores. Levantamento da Pluxee mostra que, nas regiões Norte e Nordeste, o benefício cobre, em média, apenas nove dias úteis de alimentação por mês. O cenário evidencia a perda do poder de compra diante da alta dos preços dos alimentos e das refeições fora de casa.

 

De acordo com a pesquisa, o valor médio depositado pelas empresas não acompanha a inflação. Enquanto o custo médio de uma refeição supera os R$ 50, o benefício diário gira em torno de R$ 22, o que obriga milhares de trabalhadores a complementar as despesas com recursos do próprio salário.

 

A situação é ainda mais preocupante para os trabalhadores do Norte e Nordeste, onde os valores pagos pelas empresas são menores e o benefício acaba mais rapidamente. O resultado é o comprometimento da renda mensal com uma despesa que deveria ser garantida pelo empregador.

 

O resultado reforça a necessidade de valorização dos benefícios e de negociações que assegurem reajustes compatíveis com o custo real da alimentação. Garantir um vale-refeição digno é uma medida essencial para preservar o poder de compra e a qualidade de vida da categoria.